Marmitex de poste
Farofa amarela,
quase laranja,
que absorve o mundo.
O sol estragou o feijão.
A mulher sem teto deixou,
embaixo do poste,
o antebraço como travesseiro.
Ela sai do dia e dorme.
Ela anda de mãos dadas com pesadelos,
enquanto a marmitex apodrece,
sono e poeira voando por aí.
Sendo puxada pela marmitex,
como uma bateria.
Uma esmola chegando à mão,
como a rua, sua anfitriã, chamando ela.
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