quinta-feira, 30 de julho de 2026

Não sei fingir

 Você vê meus sentimentos escritos no meu rosto,
como palavras nesta página.
Você vê a decepção,
você vê a minha esperança,

Aquela que a juventude tentou esmagar,
mas ainda está viva, sabe?
Fracassou.
Subestimou.
Não vou engolir nada.

Vou te partir ao meio
pelos estrondos das minhas vontades sagradas,
pelo trem da sua inveja,
pela sua falta de identidade,
pelo seu barulho à toa.
Consigo olhar por dentro de você.

Através da pele,
a leitura é doce,
cheia de irritação,
expectativas irreais,
Pequenas profundezas que quero afundar ainda mais.
São superfícies sem sentido nem sentimento.

Mas não finjo nada.
Meus sentimentos estão escritos,
óbvios para todos.
Mas você vai fingir que eu não sinto nada.
Sem boa sorte,
sem beijo nem abraço.

E a despedida foi dada,
mas não chega.
O cheiro de ácido no ar.

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